segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Dos Contos de Fadas Que os Livros Nos Fazem Acreditar e Que Às Vezes São Verdade. Mas Só Às Vezes.

Lembro-me exactamente das circunstâncias em que eu lia aquele livro. Eram sempre as mesmas: quando não me deixavas fazer o que queria, quando me mostravas que eras tu que ainda decidias o que era melhor ou pior para mim, quando fazias valer a tua idade e experiência, mostrando-me o caminho e abrindo os meus horizontes. Ainda assim, a última palavra era sempre a tua.

Já naquela altura eu tinha uma tremenda dificuldade em mostrar a minha obediência, o acatar de decisões que não dependiam da minha, mas sim da vontade de outros.


O livro falava de uma menina que ia a um qualquer evento social com os pais. Naquela noite, a menina tinha encontrado umas plumas escarlate e ia levá-las ao tal evento quando a sua mãe, achando o acessório inapropriado, a advertiu e disse-lhe que ela não levaria as plumas. A obediente criança assim o fez, pois a sua mãe advertiu-a de que ela era ainda demasiado nova para tomar decisões e ela deveria obedecer. Nessa mesma noite, a mãe da menina escolhera uma vestido bonito e quem sabe até ligeiramente ousado. Ao ver a sua esposa, o marido chamou-lhe a atenção de que talvez o vestido fosse algo inapropriado para o serão. A mãe ostentou o vestido na mesma.

De volta do tal evento, a mãe ficou pensativa e chegou à conclusão de que talvez tivesse exagerado ao proibir a pequena de levar as plumas escarlate, quando ela tinha vestido um vestido para o qual lhe tinham chamado à atenção de que talvez não fosse o mais adequado para a circunstância. A mãe dirigiu-se à sua pequena filha e pediu-lhe desculpa pela sua atitude, prometendo-lhe que de futuro a sua filha já poderia tomar as suas decisões, claro está com a sua supervisão e conselhos. A menina já tinha idade suficiente para assumir a responsabilidade dos seus actos, a mãe guiá-la-ia todavia, estaria sempre presente para apoiá-la e certamente redobraria esse seu apoio nas alturas em que as consequências das decisões daquela menina, não fossem as mais positivas.

Às vezes apetece-me ir procurar esse livro, mas depois olho para nós e vejo que nunca vamos ter solução. O choque das nossas personalidades iguais é demasiado grande, para um dia desaparecer. O objectivo não passa por exterminá-lo, mas sim minimizar o seu impacto.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

e-Business



"Upload your photo to get more business!"



[Como é fácil trabalhar na Aldeia "G". Certo é que uns terão a vida mais facilitada que outros.]

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

. . .

People always told me be careful of what you do
And don't go around breaking young girls' hearts
And mother always told me be careful of who you love
And be careful of what you do 'cause the lie becomes the truth.


[Sinto que devia entrar no espírito do Hajj o mais rápido possível. Sinto.]

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Isto Está Tão Mau Mas Tão Mau Que:

- A senhora Ministra da Saúde afirma que o sexo deixa os Portugueses mais felizes. Como a maioria das mulheres já mal tem vontade de dar uma queca, os homens passam a fazer serviço manual como... genérico.


- Adeus ao 69, olá ao 84,87! Dado o carácter da coisa, o Governo considera este um prazer de luxo que passa a ser taxado a 23%.


[Um dia destes o Governo acaba por ficar de gatas e aí vamos ver quem fode quem, não é Senhor Engenheiro?!]

Da Intensidade Com Que se Encaram as Redes Sociais.

Há zonas do nosso País em que as pessoas são tão viciadas naquilo das redes sociais, que nem quando vão à bola deixam o Farmville em casa.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Pois.



Conhecemos tão bem as pessoas que fazem parte das nossas vidas e elas a nós que, por vezes, é inevitável pensar se o que nos dizem é o que pensam, ou é o que sabem que queremos ouvir.


Imagem - Lisa Cant

De Como Ela Ia Caindo Da Cama Abaixo no Sábado Passado.

Enferma, moribunda, ranhosa, tuberculosa. Assim estava ela a sucumbir no leito. Ao longe ouviu um barulho que achou estranho, ele nunca se levantava cedo ao Sábado e eram umas oito e meia da manhã. Pensou delirar ou, em permanecendo plena das suas raras faculdades mentais, colocou a hipótese de que seria um dia de castigo e ele tivesse de levantar cedo o cú da cama para ir trabalhar (quantas vezes ela não o fazia, poderia ser muito bem a primeira vez dele, pena era ela estar à beira da morte com o seu corpo a julgar ter sido atropelado por uma manada de camiões e não poder gozar com ele um bocadinho).

Eis senão que, passados alguns momentos ela ouve o telemóvel dar sinal de mensagem. Pensou delirar mais uma vez quando a leu. Voltou a lê-la. Verificou se estava febril. Sentiu o pulso. Ainda viva.

Para seu espanto (bastante até), ele convidava-a para ir ver a sua nova morada. Sim, o seu pequeno Aço... o seu Picachuzinho... estava finalmente a fazer-se um homem. Ela sabia-o há muito, mas ela nunca pensou que esse dia chegasse tão breve. Sendo ele o menino da mamã que é, julgava que tinham mais tempo para se insultarem debaixo do mesmo tecto.


[Orgulhosa. Muito mesmo. Mas... como raio vai ele jogar campeonatos de "PES" e ainda ter tempo para cozinhar o jantar, ou aspirar o chão, ou limpar o pó quando a sua mais-que-tudo lho pedir?]