quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Dois Em Um.

Tiraste-me a paz e o apetite.

Foda-se! Ninguém me tira o apetite!

Resolução Atrasada ou Antecipada. Ou Nenhuma das Duas.

Bom, esta minha mania de sofrer sozinha voltou. Com maior força e determinação. Mas como o meu blog não é nenhum freak show, vai ser o MEU BLOG por tempo indeterminado.

Já que não consigo falar, ao menos vou tentar escrever. Quem sabe se ao tentar transmitir o que sinto desta forma, não consigo acalmar esta dor que me consome.

Quem sabe eu não encontro uma forma de ter finalmente paz. Preciso tanto disso.

Este não foi um ano fácil. Foi um ano de grandes perdas, de grandes momentos também. Foi de extremos.

Acima de tudo dei-me conta que há coisas em mim que devem mudar. Por mim, por ninguém mais. Espero encontrar-me. Espero mesmo.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

SWG

Apareceste quando eu menos esperava. Quando eu tinha a certeza que era o momento de deixar o meu coração descansar finalmente. Descansar de anos de incerteza, insegurança, sofrer em silêncio, sorrir quando por dentro chorava.

Não me deste tempo. Quando me apercebi já estava a viver uma realidade para a qual não estava preparada. Já estava a ser o centro da tua atenção, do teu carinho. Aos poucos todo o meu dia era vivido e partilhado contigo. Mesmo distantes, estávamos tão perto.

Cada momento contigo era de uma intensidade assustadora. De uma química inexplicável. De uma doçura que eu não tinha capacidade de entender, de aceitar e de retribuir incondicionalmente. Não porque eu não quisesse entender. Não porque eu não quisesse retribuir. Mas porque eu tinha medo de entregar-me a algo que me deixasse vulnerável, insegura e perdida de novo.

Nunca te escondi. Mas também sei que muita coisa deixei por dizer. Por fazer. Até por sentir. Não foi intencional. Não foi mesmo. Queria ser forte. Eu quero sempre ser forte. Proteger-me de tudo e de todos. Com isso, muita coisa se perde. Porque eu não dou espaço para que alguém me estenda a mão quando estou caída. Antes disso, já eu me levantei. Só para não correr o risco de sequer imaginar que não há ninguém para me estender a mão.

E para não correr o risco de te perder. Achei que o melhor era não te ter. Era não te deixar ganhar espaço na minha vida, no meu coração.

Nunca imaginei que afinal já tudo estava fora do meu controle. Que o meu coração já não ia ter paz. Que ia sentir esta amargura e este vazio no peito. Eu pensava que já estava imune a estas coisas. Que uma pessoa forte consegue auto-disciplinar os seus sentimentos e não se permitir sofrer. É ilusão. Era a minha ilusão.

Queria poder apagar estas memórias. Horas, dias, meses em que eu conhecia um pouco mais de ti. Em que eu me encantava com o teu jeito, com a tua forma de me levares, de me adoçares, de me fazeres entender que eu podia sentar no teu colo, deixar-me abraçar e chorar quando eu precisasse chorar. Mas eu achava que isso só iria dar-te ainda mais poder sobre mim. Mas não era uma luta de poder. Ainda assim, eu acabei por sair derrotada. Fui eu quem perdeu. E nunca pensei que os danos fossem tão grandes. Nunca devia ter-te deixado aproximar. Nunca devia ter-te permitido sequer segurar a minha mão, sentir o nosso abraço, o nosso corpo colado, as nossas bocas que teimavam em não se largar. Tudo seria fácil agora. Eu estaria feliz na minha ignorância e não saberia que tu existes. E não estaria assim.

Mas a vida é assim.
Resta-me a doce lembrança de ti, de nós.

Também sei que nunca to disse e que agora é tarde mas... Eras especial e eu gosto de ti.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

The World is a Ghetto

I believe that this world believes in love.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Best Girl *

Ainda me lembro do primeiro dia em que te vi. Foi há tantos anos e tu eras tão pequenina. Tu ainda eras a minha pequenina. E eu, com esta minha incapacidade de aceitar que as coisas são assim mesmo e que nada é eterno, achava que não. Ainda tínhamos tempo.

Mas nós tivemos o nosso tempo. Aquele tempo em que eu acordava e tu vinhas à janela só para eu me debruçar e te fazer as tuas festinhas de bom dia. Aquele tempo em que tu te escapavas para dentro de casa e ias para a janela ver quem passava. Aquele tempo em que corrias desde o fundo da casa até à varanda e deslizavas até bater com o focinho contra a porta. Aquele tempo em que te rebolavas sempre que apanhavas um tapete fofinho. Tu adoravas coisas fofinhas. Aquele tempo em que mal me vias a por a mala no carro e te encostavas à porta triste porque sabias que era mais uma semana que iamos estar longe uma da outra. Aquele tempo em que eu voltava e tu corrias para mim desvairada de saudade. Aquele tempo em que nos sentavamos as duas na varanda ao sol e eu chateava-te e tu mordias-me as costas. Aquelas noites em que eu me sentava sozinha à varanda e tu escutavas os meus pensamentos e angústias e resoluções de vida e outras merdas em que eu penso. Aquele tempo em que me ladravas danada porque eu estava a comer qualquer coisa que teimava em não te dar só para te chatear. Aquele tempo em que eu chegava a casa e tu fazias-me sair três ou quatro vezes do carro para te explicar que assim não dava e que tinhas de sossegar senão alguém se ia magoar. Aquele tempo em que eu me aparecias toda encharcada só porque não resistias a andar a chuva. Aquele tempo em que tu ladravas tão agressiva que, quem não te via, pensava que eu tinha uma fera a guardar a casa. Aquele tempo em que adormeciamos as duas à lareira. Aquele tempo em que eu te fazia festinhas no pescoço e tu levantavas a cabeça para me dizer que não, ainda não chegava de festinhas. Aquele tempo em que não querias tomar banho e eu te obrigava e tu vingavas-te e corrias para o quintal até ficares imunda e eu castigava-te e levavas com água fria no pêlo. Sempre tivemos um problema de autoridade e tu ganhavas a grande maioria das vezes. Esses foram os nossos momentos. Foste minha companheira em fases boas e outras menos boas... Best Girl *

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Days Like This.




Andar no meio do nada perdidos. Ouvir o condutor a dizer que tem de parar para pedir indicações a alguém. Mesmo ao lado estão três mulheres, era só parar. Ele vê um homem a 20 metros de distância. Ele diz: Boa, está ali gente!


[As coisas são assim mesmo.]